Escritos da madrugada

 

   

 

O amor é mais falado do que vivido

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman diz:  “Vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia. Filosoficamente a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.” Em um tempo de Facebook, Twitter, whatsapp aproxima as pessoas ao mesmo tempo as distancia, “se não me agradou uma postagem deleto, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio.” Estamos perdendo as relações afetivas, perde-se a conversa que possibilita a harmonia, o entendimento, perdem-se as relações, o toque, o abraço, o riso. Tudo é distante. Os sentimentos declarados e jurados, nas redes sociais, podem ser falsos, mentirosos, pois não existe o “olho no olho”. Diz um velho ditado popular: “Quem namora mulher distante ou engana ou é enganado.” Mas mais grave que isso é o isolamento  em que as pessoas acabam entrando. Distanciando-se e transformando a vida num faz de conta. O sociólogo Zygmunt Bauman tem razão, falamos tanto de amor, que esquecemos até mesmo do seu real significado. Mas o vivemos pouco ou quase nada. É bonito e é moda falar no amor, nos seus desdobramentos, nas consequências de um ato de amor verdadeiro. Mas esquece-se de viver o que se diz, o que se fala.O egoísmo do ser, do querer supera o sentimento de amor, que se fragiliza perante o desconforto do dia-a-dia. Somos tão acomodados com o amor que até parece que ele existe por si só. O amor, o verdadeiro, se cuida, se rega como se uma flor fosse. Para se ter uma ideia, deste raciocínio, alguns para decantar o amor que possuem decoram palavras, como se orações fossem. O triste é que não vivemos o que falamos e , talvez, não tenhamos tempo para viver. Como diz Zygmunt Bauman: “Vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido...” Um tempo que rapidamente se perde, se consome.

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O Sujo falando do mal lavado

Esta frase dita por um Senador da República mostra o nível dos debates sobre o impeachment da Presidente Dilma. Outra frase, verdadeira pérola: “O mesmo bastão que bate o chico, é o mesmo que bate Franscisco.” Mas a mais contundente é de autoria da senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) : ” Este Senado não tem moral para julgar a Presidente Dilma.” O senador Ronaldo (DEM-GO) imediatamente respondeu: “Eu não sou ladrão de aposentadoria”, com o dedo em riste e em alusão ao ex-ministro Paulo Bernardo, marido de Gleisi , preso no Lava Jato. Líder da oposição e companheiro de partido da paranaense, Lindbergh Farias (PT-RJ) interveio na discussão chamando Caiado de “canalha” e citando seu ex-aliado, Demóstenes Torres, cassado em 2012. Ainda mais irritado, Caiado respondeu a Lindbergh: “Tem que fazer antidoping. Fica aqui cheirando... ilícitas. ” “E você é de trabalhador escravo”, rebateu ainda Gleisi Hoffmann no microfone do Plenário em referência a Caiado. Logo depois a sessão foi suspensa por instantes pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, para acalmar os ânimos dos senadores. A que ponto chegamos. A política brasileira está a um passo da insanidade. O Senado Federal tem sido, ao longo de seus quase 200 anos de existência, um dos pilares da estabilidade institucional do Brasil. Para além de sua inquestionável importância política, ele possui funções legislativas de caráter mais geral que são compartilhadas com a Câmara dos Deputados, outras. Sem dúvida os pilares estão ruindo. Não estamos falando da câmara de vereadores de “Sucupira” que consolidou o Prefeito Odorico Paraguaçu como um político corrupto e cheio de artimanhas. Estamos falando no Senado Federal onde uma senadores diz que ninguém que ocupa uma cadeira na casa tem moral para julgar uma presidente. Alguém se deu conta da gravidade disso? Isto que o Senado está sendo comandado, no atual processo, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski. Isto nos faz lembrar o dito: “de onde viemos e para onde vamos? “Se ainda tivéssemos como matéria obrigatória nas escolas Moral e Cívica, talvez, explicasse e definisse melhor o que vivemos. É triste pensar que o nosso futuro está nas mãos dessa gente. Me obrigo a concordar com o dito: o Sujo falando do mal lavado.

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O dia que renasci.

 

Célia Bonifácio, escritora, em seu livro “ o dia que renasci”nos diz: “ Vejo o acaso como um sinal divino, muitas vezes incompreensível pela nossa irremediável condição humana. Porém, sempre com o propósito de nos ensinar ou de nos alertar para algo que ainda não estamos preparados para ver. Devemos respirar fundo e encontrar a paz interior necessária, para nos revelar o que somos capazes de fazer para descobrir o melhor de nós mesmos e seguir em frente com todas as pegadas que a vida vai deixando no nosso caminho.” Essas pegadas são fortes , algumas , verdadeiras chagas,   feridas que demoram para cicatrizar, mas ficam marcadas para sempre.O  bom nisso, se existir algo de bom, é que cicatrizam. Minha mãe, professora interiorana, dizia:  “ meu filho ou você aprende com amor ou com a dor “ , muitas coisas aprendi com o amor; mas muitas, inevitavelmente, aprendi com a dor. E, que dor. Digo isso porque nestes dias, num jantar, festa comemorativa, a pessoa que estava no meu lado perguntou? “Como você consegue ser feliz, não fumando e não bebendo?” O que responder num caso desses, quando parar de fumar e beber foi uma opção e não uma ordenação ou obrigação em função da saúde? Mas, respondi a essa pessoa que fez tão inoportuna pergunta: “Sou feliz por isso, por não beber e não fumar”. Estranhou tanto que imaginou que estava com uma doença terminal ou tinha virado crente. Intimamente sabíamos que nada disso tinha acontecido. Mas no fundo, observando as pessoas bebendo e fumando, lembrei desta escritora que escreveu” O dia que renasci: “ eu, renasci quando deixei de beber e fumar; eu, renasci quando comecei a me gostar; eu renasci quando descobri que a vida é uma passagem. Eu, renasci quando descobri que existe um caminho melhor para ser percorrido quando se acredita na lei do “auxílio e da caridade”. Quando o perdão é uma porta para a vida, quando amar é respeitar as diferenças  dos diferentes. Eu renasci quando descobri  que somos fruto do que pensamos, sonhamos, vibramos e amamos. E eu descobri  que é importante deixar boa pegadas, semear o bem e  viver em paz, é melhor que viver por viver.

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A felicidade existe?


Conheci uma pessoa, simples do interior. Era feliz, mas tinha um desejo, um sonho para completar a sua felicidade. Tinha casa, ganhava razoavelmente bem, tinha carro e estava num processo de crescimento patrimonial e financeiro graças, sem dúvida, ao seu trabalho. Tinha algo que na sua maneira de pensar completaria sua felicidade. O desejo era conhecer uma Praia. Ver o mar, nadar e se esbaldar nas areias ensolaradas do verão. Esse era o grande sonho, o que viria a completar a sua felicidade. Um dia, o grande sonho se realizou. Conheceu finalmente a praia. Isso, na dedução, dele seria a coroação de sua felicidade. Depois ouviu falar em outras praias e teve uma que passou a fazer parte de seu sonho, de seu desejo. Disse:” Quando eu conhecer as praias do nordeste eu posso, daí, morrer, pois serei feliz, um homem completo.” Veio o tão esperado dia, conheceu várias praias do nordeste e ali ficou sabendo de outras praias e despertou outros desejos. Em cada desejo cumprido, apareciam outros e mais outros.  É a tal história: quanto mais você ganha mais você gasta, pois as necessidades aumentam. Passamos quase a vida toda à procura da felicidade, sempre esperando ela chegar como se fosse algo inalcançável. Mas será que é mesmo tão difícil assim ser feliz ou somos tão exigentes ao ponto de não enxergarmos a presença da felicidade? Às vezes, o problema está na definição do que é felicidade, como nem sempre o que nos leva a ser feliz é definido, fica muito mais difícil obter algo que não é conhecido. O primeiro passo para encontrar a felicidade é se perguntar o que te faz feliz; sabendo isso, já está a meio caminho de conquistá-la. Desta forma você irá perceber que nas pequenas coisas pode também ser encontrada a felicidade. Não necessariamente está no carro importado, ou naquela praia tão desejada; muitas vezes pode estar em um simples abraço bem apertado, num afago, num bate papo com a pessoa que está ao nosso lado. Lembro de um poema de Richard Simonetti que diz: “A felicidade existe, mas nós não a alcançamos. Porque está sempre apenas onde a pomos, e nunca a pomos onde estamos."

 

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“Vaca de presépio”

“Aceita o conselho dos outros, mas nunca desistas da tua própria opinião.” Dizia o dramaturgo inglês, Wiliam Shakespeare, que se notabilizou pela autoria da obra: “Romeu e Julieta “. Isto nos faz lembrar algo que convivemos a muitos anos. Os pais de um a menino, que estudava em um Colégio Católico, foi chamado pela direção. Assunto: comportamento do filho. Reunidos pais e direção do Colégio começou a conversa. Era só elogios para o menino. Ótimo comportamento, notas boas, respeitoso, afável com os colegas, cumpria com os deveres e horários. Era em fim um alunos exemplar na ótica da direção e, os pais se sentiam orgulhosos. Depois de tanta conversa sem ter um motivo claro o por que deveriam estar naquela reunião, os pais começaram a se indispor com a direção. O pai do menino, com visíveis sinais de nervosismo, indagou: Não entendo por que os senhor mandou nos chamar? Meu filho o Senhor mesmo diz, é atencioso, inteligente, tem notas boas, comportamento exemplar, respeitoso... Afinal o que o Senhor tem a dizer? O diretor começo a divagar, é que seu filho, ás vezes, interpela os Professores, faz perguntas e comenta respostas. O pai, não aguantando mais tanta enrolação, disse: olha Diretor em casa, também, ele é assim, sempre comenta fatos, diz o que pensa e isso, desculpa Diretor, não é defeito é uma qualidade. O diretor arregalou os olhos e foi logo dizendo: os alunos devem obedecer o que os professores dizem, sem comentários. O pai então falou: se bem entendi o senhor nos chamou aqui para contestar a postura de nosso filho, só por que ele tem opinião. O Diretor, satisfeito disse: é isso mesmo o filho de vocês tem opinião e, isso é prejudicial a sua formação, ética, moral e religiosa. Isso nos faz refletir. Até o dia de hoje expressar a opinião é algo complicado. Ter opiniões divergentes cria, constrangimento e desentendimentos. Aprendi ao longo do tempo que, que é melhor não se importar com os outros e nem com suas opiniões, assim como não nos importar com as consequências de nossas observações. Particularmente parei de me importar com os outros, parei de me cortar, ferir, me machucar, pois percebi o quanto isso me fazia mal. Então, aprendi a amar quem me ama e viver a vida com opinião, com observações, afinal não somos “vaca de presépio” ou simplesmente “marionetes.”

 

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O preço da fidelidade .

 

É nos dito que Garibaldi, ao convocar com seus soldados a lutarem pela unificação da Itália, não prometeu nada, não acenava com nenhuma recompensa imediata, mas tão somente com a perspectiva de lágrimas e sangue. Por um ideal político, ou por uma glória efêmera, muito soldado sacrificou de bom grado a vida. Lutar por um ideal sem ter nada em troca. Isto nos leva ao passado. Quem tanto lembra o passado é denominando de saudosista. A lealdade dos soldados, o espírito de luta, de sacrifício em prol de algo que julgavam o bem comum. Uma das maiores histórias conhecidas que são exemplo de lealdade, nem vem da raça humana, vem de um cachorro. Hachiko foi um cachorro da raça Akita que viveu no norte do Japão. Sua história ficou conhecida na região depois de provar o amor e a lealdade a seu dono, mesmo após a morte dele. Aos dois meses de idade, Hachiko ganhou um lar na casa do professor da Universidade de Tóquio Dr. Eisaburo Ueno, e os dois desenvolveram uma grande amizade. Como o professor ia trabalhar de trem, Hachiko acompanhava seu dono todos os dias até a estação ferroviária. À tarde, o cachorro ia novamente até o local esperar o professor retornar. Até que um dia o professor passou mal na faculdade e morreu sem ao menos retornar para casa. Hachiko então continuou indo à estação todos os dias para esperar seu dono, e manteve este hábito por muitos anos, até o dia de sua morte. Comovidos com o amor e a lealdade do cão, moradores da região criaram afeição por ele e, um ano antes de sua morte, Hachiko ganhou uma estátua, esculpida pelo renomado artista Teru Ando, que foi erguida em frente à bilheteria da estação. Em 2009 sua história ficou ainda mais conhecida ao ser contada no filme “Sempre ao seu Lado”, estrelado pelo ator Richard Gere. Cá pra nós  se Lealdade fosse uma mercadoria, certamente estaria em falta . Sem falarmos lealdade matrimonial, mas nos detendo no cotidiano da política percebemos que a mercadoria ‘ lealdade’ está em falta. Os interesses pessoais ou de grupos extrapola a ideia da lealdade e atropela o bom senso. Afinal qual o preço da lealdade? O cachorrinho não sabe falar ou escrever, então é difícil descrever, mas ficamos entre o cachorro e o Jeisepe Gariladi com a seguinte interpretação. Lealdade não tem preço, por que o ato de ser leal extrapola a ideia de valor.

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“Aqui se faz aqui se paga.”

 

Vivemos a síndrome da deslealdade. Muito embora a deslealdade, com outro nome talvez, venha de longe, desde a época de Cristo. Jesus foi traído por Judas. Judas era uma apóstolo, um seguidor, um homem de confiança. Judas Iscarioti, 33 anos após o nascimento de Cristo. Ele não traiu “simplesmente” uma pátria, um partido ou uma ideologia. O mais famoso traidor da história é até hoje lembrado como o sujeito que deu uma rasteira no filho único do Todo-Poderoso. E pior: segundo a Bíblia, Judas entregou Jesus Cristo aos soldados romanos em troca de míseras 30 moedas de prata. Arrependido, o apóstolo tentou devolver o dinheiro e voltar atrás, mas já era tarde. Cristo foi crucificado e Judas, culpado, suicidou-se. Os Reis de Roma todos foram traídos pelos seus seguidores. O Marcus Junis Brutus, 44.a.C., filho de Júlio Cesar Imperador de Roma, não foi o primeiro traidor da história, mas foi o primeiro a se tornar famoso. Depois de lutar pelo Império Romano, comandado pelo seu pai adotivo, Júlio César, ele se uniu a outro traidor, o general Cássio Longinus, para tomar o poder. Não bastasse a traição, ele aceitou colocar em prática o plano de assassinar o próprio Pai. Ao ser golpeado, César mandou a famosa frase: “Até tu, Brutus?” Depois da traição, Brutus chegou a montar um exército para dominar o Império Romano, mas foi derrotado por Marco Antônio. Aí a consciência pesou e ele se suicidou. Heinrich Himmler, o chefe da polícia nazista, quando percebeu que era impossível ganhar a segunda Guerra Mundial, traiu Hitler quis negociar sua liberdade mas não deu certo: ele foi considerado criminoso de guerra, foi preso e se suicidou. Talleyrand Périgord, na Revolução Francesa, traiu Napoleão Bonaparte; Augusto Pinochet, década de 1973, traiu Salvador Allende na Argentina. A lista dos traídos e traidores é enorme. No Brasil, atualmente os traidores são tantos que se generalizam em número, gênero e sexo.” Os que mais recebem favores são os que mais facilmente traem.” Tanto na esfera Federal, Estadual e Municipal. Os últimos acontecimentos, aqui, lá e acolá, provam o que afirmamos. O Consolo é que todos os grandes traidores, nenhum prosperou, todos tiveram um fim trágico. Demoraram, mas um dia caíram, condenados pela consciência ou pela justiça dos homens. Mas os que sobreviverem, assim mesmo, não sairão ilesos da justiça divina: “Aqui se faz aqui se paga neste plano ou em outro.”

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AMOR E ASTÚCIA

Marta Medeiros, esta escritora gaúcha escreveu:” Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, se veste bem e é fã de Marisa Monte. Isso são apenas referências. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tão de voz, pelo modo como os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Ama-se por causa de uma massagem nos ombros, pela maneira de sorrir só com um lado da boca. Pelas peculiaridades. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível. Os gregos em suas profundas reflexões em seus “symposion” regados pela bebida, considerada por eles, dos Deuses: o vinho - que inspirava e cativava diálogos inteligentes.

“Os gregos diziam que as mulheres tinham algo que eles

Invejavam: astúcia

Qualquer coisa que você der a uma mulher ela vai fazer algo fabuloso.

Dê uma espermatozoide e ela lhe dá um filho.

Dê uma casa e ela vai lhe dar um lar.

Dê alimentos e ela vai lhe dar uma deliciosa refeição.

Dê um sorriso e ela vai lhe dar o seu coração.

Ela multiplica e amplia o que você dá.”

Cá pra nós, então, se você lhe der problemas segundo as profundas reflexões dos filósofos gregos as coisas podem ficar pretas. Prefiro ficar com o pensamento de Oscar Wilde, escritor e poeta Irlandês, que dizia: as mulheres existem para que as amemos, e não para que as compreendamos.

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Qual é o seu hábito ?

Hábitos se adquiri e adquirindo bons hábitos acaba-se mudando o procedimento e o modo de agir. A palavra pode ser conceituada como costume; maneira de viver; modo constante de comportar-se e de agir. “Desde criança eu adquiri o hábito de ler e hoje ainda tenho este hábito.”  De acordo com a aristotélica, (Trata-se de uma teoria clássica para explicar como é formulado o raciocínio humano. Desenvolvida pelo grego Aristóteles ) que diz que a  ética virtudes e vícios são hábitos.Embora o hábito é adquirido pela repetição de um comportamento, ele acaba se tornando uma posse permanente do indivíduo que adquiriu, assim ele regula seu comportamento imediatamente. Quando estava no Sertão Pernambucano, numa região chamada de Jutaí, uma das regiões mais secas do nordeste, numa oportunidade andando de carro, sintonizei uma Rádio, que ás 11:00 horas apresentava, em pleno domingo, a história da música clássica. Algo que me surpreendeu e com isso fiquei curioso. Me perguntava qual a razão de uma Rádio em horário nobre, domingo pela manhã, em apresentar um programa atípico? Música Clássica ! Dia mais dia menos conheci o apresentador e produtor do programa, o Professor Universitário Aluísio Gomes. Numa conversa, franca e aberta, ele comentou o por que do desafio. Precisamos que as pessoas conheçam o novo, o diferente para poder avaliar, refletir e até, por que não, gostar. Criar o habito de ouvir boa música. O professor Aluisio estava fazendo a sua parte. É como a história do beija flor que em meio a uma queimada ele pegava água com seu bico em um córrego e jogava na fogueira para apagar o fogo. Os outros passarinhos vendo aquilo comentaram de nada adiantava, como que ele vai apagar o fogo desse jeito? Agora se todos fizessem isso, se todos os passarinhos ajudassem o minúsculo Beija Flor, talvez , quem sabe conseguissem apagar o fogo que ia devorando a floresta. Como dizia Alfred Montapert este escritor francês,  autor do livro A Suprema Filosofia do Homem e  As Leis da Vida, publicados em 1970 . “ O bom humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo. Vem do hábito de olhar para as coisas com esperança e de esperar o melhor e não o pior.”

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“Agora” o meu celular está com defeito!

O tempo não é nem um pouco precioso como dizem, porque é uma ilusão. O que você percebe como precioso não é o tempo, mas o único ponto que está fora do tempo: O Agora. Isso é realmente precioso. Quanto mais você está focado no tempo, passado e futuro, mais você perde o agora, a coisa mais preciosa que existe.
O passado é uma memória, é um pensamento que surge no presente.
O futuro é apenas uma antecipação, é outro pensamento que surge no agora.
O que verdadeiramente temos é este momento, só isso.
Passamos a maior parte de nossas vidas esquecendo esta verdade, fugindo dela, olhando por cima dela.
Conseguimos nunca nos conectar com o momento presente e encontrar a satisfação aqui e agora, porque estamos sempre com a esperança de ser feliz no futuro.
E o futuro nunca chega.
Mesmo quando pensamos que estamos no momento presente, de forma muito sutil, muitas vezes estamos olhando por cima dele, antecipando em nossas mentes o que está por vir.
Estamos sempre buscando a solução de um "problema".
E é possível simplesmente deixar o problema, seja que só por um momento e aproveitar o que é real na sua vida no presente.
Esta não é uma questão de novas informações ou obter mais informações, ela exige uma mudança de atitude.
Isso requer uma mudança na atenção à sua experiência no momento presente. ‘Não deixe para manhã o que dá para fazer hoje”, este velho ditado popular tão conhecido é pouco usado. Chegamos ao cúmulo de pensar que somos eternos, que a morte e a desgraça só acontece com o vizinho e nós somos impunes. Quando a morte chega é que nos damos conta do que perdemos e do que deixamos de fazer. A vida nos leva a cominhos que nos separam. Vai longe o tempo dos valores, da ética, da moral e do respeito. Respeito do filho com o pai e do Pai com o filho. Respeito com nós mesmos. Perdemos valores. Valores por serem tão simples se tornam fúteis e desnecessários na concepção moderna ou vergonhosos, como um afago, um carinho, um aceno ou um simples toque. Antigamente quando o diálogo entre os que se gostavam, como família, uns faziam cafuné para o outro. Lembro de uma postagem que corre na internet que diz. Um velho senhor procurou em sua cidade uma loja de consertos de celulares. Disse para o atendente: “Dá uma olhada no meu telefone acho que está com defeito.” O atendente depois de um tempo, de uma longa análise, voltou e disse para o velho senhor:” O seu telefone não tem nenhum defeito, está muito bom “. “Mas por que o Senhor acha que ele está com defeito?” Perguntou o atendente da loja. O velho senhor disse então: “Se meu celular não está com defeito, não entendo, por que, então, meus filhos não me ligam.“

 

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Viver o agora.

  1. «Viver é acalentar sonhos e esperanças,

  2.  fazendo da fé a nossa inspiração maior.

  3. É buscar nas pequenas coisas,

  4. um grande motivo para ser feliz!»
     (Mario Quintana)

A vida (do latim vita) é um conceito muito amplo e admite diversas definições. Pode-se referir ao processo em curso do qual os seres vivos são uma parte; ao espaço de tempo entre a concepção e a morte de um organismo.
 Por mais simples que possa parecer, ainda é muito difícil para os cientistas definirem a vida com clareza. Muitos filósofos tentam defini-la como «fenômeno que anima a matéria». Metafisicamente, a vida é um processo contínuo de relacionamentos e, desta forma, que aqui é abordado: Relacionamento com si mesmo e com terceiros.
Existe somente uma idade para a gente ser feliz somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer. Essa idade é o agora, o momento é o gora. A vida é o agora.

 

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Cora Coralina um exemplo.

  1. “O saber a gente aprende

  2. Com os mestres e os livros.

  3. A sabedoria, se aprende é com

  4. A vida e com os humildes”.


Cora Coralina que na realidade se chama Ana Lins do Guimarães Peixoto Bretas, falecida em 1985 é uma grande poetisa do Estado de Goiás. Se achava mais doceira do que escritora. Considerava os doces cristalizados de caju, abóbora, figo e laranja, que encantavam os vizinhos e amigos, obras melhores do que os poemas escritos em folhas de caderno. Só em 1965, aos 75 anos, ela conseguiu realizar o sonho de publicar o primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas viveu por muito tempo de sua produção de doces, até ficar conhecida como Cora Coralina, a primeira mulher a ganhar o Prêmio Juca Pato, em 1983, com o livro Vintém de Cobre – Meias Confissões de Aninha. Cora tornou-se doceira para sustentar a família então aos 75 anos resolveu rever sua vida e realimentar seus sonhos. Se inscreveu numa escola de datilografia da época, e foi aprender datilografia para preparar suas poesias e enviá-las aos editores. Cora, é um exemplo de persistência que começou a escrever poemas e contos aos 14 anos, cursou apenas até a terceira série do primário. Nos últimos anos de vida, quando sua obra foi reconhecida, participou de conferências, homenagens e programas de televisão, e não perdeu a doçura da alma de escritora e confeiteira. Um dos seus escritos mais conhecido e poucos sabem que é de autoria de Cora Coralina.

  1. “Feliz aquele que transfere

  2. o que sabe

  3. e aprende o que ensina..”

Cora Coralina é considerada por estudiosos e especialistas em sua obra como uma mulher forte e libertária, mas acima de tudo é um exemplo da vida e ela prova que é possível, sim, concretizar seus sonhos muito embora as dificultardes e a própria idade. Avida poética de Cora iniciou aos 75 anos mesmo que escrevesse deste os 14 anos. Quantas pessoas próximas a nós ou até mesmo em nossas famílias que aos 60 anos se entregam ao “nada, “esperando o tempo passar, como se estivessem esperando a morte chegar

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A capacidade de sonhar

 A capacidade de sonhar sempre foi o grande segredo daqueles que mudaram o mundo. Os sonhos alimentam a alma e dão asas a inteligência. É no solo fértil da memória onde semeamos os sonhos que farão grande diferença em nossa existência.

Os sonhadores mudaram a história da humanidade. Eles fizeram da derrota, o pódio para a vitória; das críticas, o palco, de onde receberam os aplausos.

O Mestre dos mestres foi o mais ousado dos sonhadores. Ele fez de homens simples e iletrados, arquitetos da vida. A estes, vendeu o sonho de um reino justo, em um mundo de injustiça, de liberdade em uma terra de escravidão, de vida eterna em um território onde imperava a morte, de felicidade em um país onde reinava o ódio.

Jesus Cristo tirou aqueles homens da plateia e os introduziu no palco da vida. Fez deles autores de sua própria história. Ao encantá-los com suas palavras e surpreendê-los com suas atitudes, ele tocou o inconsciente dos seus discípulos, reeditou novas janelas em sua memória e abalou os fundamentos da psicologia.

Abraham Lincoln superou os seus fracassos porque exerceu o direito de sonhar. Enquanto falia nos negócios, e consecutivamente era derrotado na política, soube mais do que ninguém exercer a liderança do ?eu?. Estava convicto de que contra traumas e frustrações que a vida nos impõe, o melhor remédio, é uma alma controlada por um grande sonho.

Embora o décimo sexto presidente dos EUA tenha tido mais derrotas do que vitórias em sua vida pública, do ponto de vista da psicologia foi o grande vencedor em todas as disputas. Ele venceu o preconceito com criatividade, as suas inseguranças com motivação, os seus medos com ousadia. Mas acima de tudo, foi sempre consciente que o destino é uma questão de escolha, não uma fatalidade, por isso, optou por continuar sonhando.

A discriminação, o preconceito, o racismo e a indiferença, foram porções que coube a outro sonhador: Martin Luther King. No entanto ele teve a capacidade de criticar a violência exercida contra os negros do seu país. E assim, reeditou sobre os traumas arquivados em sua memória, os sonhos que mudaria as gerações subseqüentes.

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Onde mora a saudade

Saudade palavra mágica que só existe no vocabulário brasileiro e era pronunciada pelos caipiras de “sodade”.  Sodade de alguém. E, revendo alguns poemas que  despertaram essa paixão de exteriorizar o que vai na alma, no coração, lembro deste poema de Nydia Bonetti, de Campinas, São Paulo que escreveu:

Onde mora a saudade.

“Andei em busca de vãs utopias. Lutei contra moinhos de vento. Dei murros em ponta de faca. Tentei reter o ultimo raio de sol do poente... E a última gota de água da chuva... Guardei vaga-lumes brilhantes em redomas translúcidas... Guardei os girinos do rio em aquários de vidro... Enchi muitos vidros de água com giz colorido. Quis reter suas cores... Apostei que não desbotariam. Desbotaram... As águas... As roupas no varal... As aquarelas... Os olhos desbotam... como as fotografias... Não venci os moinhos de vento... Tenho as mãos machucadas das pontas de faca.... O sol não me deu o seu último raio... E a chuva negou-me sua última gota... Vaga-lumes não fizeram brilhar minha lanterna mágica... E os girinos do rio não se tornaram peixes coloridos... Viraram sapos! Que ainda hoje coaxam no brejo das almas... Onde mora a saudade... Lá no reino longínquo chamado utopia... Na terra da infância perdida para onde jamais voltarei...“ Quem não tem nos arquivos da lembrança passagens da infância. Momentos bons, embora os tristes que lutamos para esquecer. Me contava uma amiga, nestes dias, que quando pequena, muito pobre, não tinha sapatos, somente chinelos. Um dia toda a família foi convidada para um casamento. Casamento ‘Chique “. Como a filha não possui sapatos a mãe enfaixou o pé, da menininha, e a recomendou que caminhasse com cuidado e meia “manca.”  No outro pé calçou o chinele. Chegando na festa a mãe foi logo explicando: “Minha filha machucou o pezinho” e, todos olhavam com pena, com dó. Lá pelas tantas, em meio à euforia do casamento, a filha foi brincar com as amiguinhas e esqueceu do pé enfaixado. Todos perceberam e a mãe, então envergonhada saiu da festa. A menina, além da humilhação, por não ter sapatos, para a festa, apanhou por não ter se comportando conforme recomendação. A morada da Saudade pode não ser um castelo de fantasias e alegrias, mas está guardada como se uma joia fosse. Mesmo sendo  triste,  pois naterra da infância perdida jamais voltaremos..."

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Construindo valores

Nós convivemos diariamente com familiares, amigos, colegas de trabalho ou meros conhecidos, até mesmo com nossos desafetos ou os que se dizem nossos inimigos. Vivemos aprendendo, a vida nos ensina. A construção do dia-a-dia precisa trabalhar com o conhecimento científico, histórico e humano. Não há como crescer no conhecimento se não houver a relação entre as pessoas. Meu velho pai, que era um mero lenhador, dizia: “Meu filho!  Te aproxima de pessoas que te acrescentem e não as que te diminuem.” Não há como crescer com pessoas pequenas de pensamento, sem palavra ou embutidas na superficialidade. Escrevi estes dias: “viver é uma aventura.”  Mas numa sociedade tirana como a nossa viver é mais que uma aventura é um desafio. Estamos num momento onde a desvalorização da pessoa, da vida, da poesia, da leitura, da família, do semelhante e da falta de perspectiva, é uma rotina, uma agenda diária. A futilidade toma conta de momentos importantes da vida. Todo ser humano tem suas crenças e com base nelas seus pensamentos, sentimentos e atitudes. Se as pessoas se afastam da crença, da fé, mergulham, fatalmente, num mar de lama. Crise moral, política e financeira, que vivemos, contribuem para o ser humano, muitos deles, buscarem consolo no imediatismo, nos desvio de conduta. Como, então, buscar conhecimento, numa sociedade onde tudo, ou quase tudo é desvirtuado. Como construir valores no meio de uma agitação dessas. Valores, éticos, morais, religiosos que contribuem para o crescimento do ser humano. Ensinamentos que aprendemos com nossos pais e avós estão se perdendo e dificultando a sua difusão. Num dia desses , num velório de um vizinho, com mais de 80 anos, uma pessoa comentou: “Com ele vai uma grande história, pois era um verdadeiro construtor de valores.” Valores que hoje são desvirtuados e por muitos considerados ultrapassados. Sem dúvida enriquecemos e facilitamos nossa vida com a informática, tecnologia mas empobrecemos em conteúdo humano e fundamentalmente em valores. Nos falta os verdadeiros construtores de valores.

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Impossível

Só há uma coisa que faz com que um sonho seja impossível de se realizar, essa coisa é o medo do fracasso”.

Nada é impossível. Se você pensar o contrário, você se manterá a vida inteira incapaz de se mover, de criar, de evoluir, de ver seus sonhos cumpridos, de ser feliz, de ter o que você sempre imaginou. Se você pensar que algo é impossível, você nunca conseguirá nada e não verá seus sonhos transformados em realidade.

O impossível, como dizem, só demora um pouco para chegar quando você se empenha em tentar e se esforçar. Você deve querer muito. Você tem que colocar todo o seu empenho e se lançar, com ou sem medos, mas na direção do que você deseja. Caso contrário você nunca saberá quais seriam os resultados.

Se formos capazes de crer no impossível, conseguiremos fazer com que isso se torne realidade. A única forma que o ser humano conhece de avançar na vida, ir atrás do sucesso e ser ele mesmo, é crescendo em tudo o que parece ser inalcançável e irrealizável. De outra forma, nunca conseguiremos nada e ficaremos às portas de tudo.

O que você acha que disseram a Bill Gates ou a Steve Jobs há alguns anos, quando não eram nada além de dois jovens sonhadores? Eles acreditaram neles mesmos, em suas capacidades para triunfar e sua força de vontade e talento para ver seu sonho se tornar realidade. E conseguiram. Como diz, repito, o escritor Paulo Coelho: “Só há uma coisa que faz com que um sonho seja impossível de se realizar, essa coisa é o medo do fracasso”.

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Tenho todo tempo do mundo

 

“Tempo é uma questão de prioridade,” diz Mario Sérgio Cortella,  filósofoescritoreducadorpalestrante e professor universitário . Mas afinal qual a definição de tempo. Tempo é a duração dos fatos, é o que determina os momentos, os períodos, as épocas, as horas, os dias, as semanas, os séculos etc. A palavra tempo pode ter vários significados diferentes, dependendo do contexto em que é empregada. Me detenho, aqui, em falar no tempo que dedicamos a esta ou aquela atividade. Temos tempo para tudo, basta querer. Ouvimos muito a frase: “não tenho tempo” ou “me falta tempo “. Gostei da definição: “Tempo é uma questão de prioridade.” Dr. Lair Ribeiro médico cardiologista, autor de 37 livros, 25 dos quais são traduzidos para outros idiomas e disponíveis em mais de 40 países, em seus escritos diz: “A vida é o período dado a gente neste planeta. E esse tempo nada mais é do que um minuto após o outro.” Quando você nasce, desse dia até o dia da morte esse espaço se denomina de vida. Por outro lado podemos afirmar que do nascer até o morrer tem um espaço que se chama de tempo. Tempo de vida.  Portanto todas as vezes que falamos “não tenho tempo”, nosso inconsciente diz:
-Estamos sem vida para fazer isso ou aquilo.” Tempo é uma questão de prioridade. Temos tempo para tudo menos para algumas coisas.  Um Senhora, que sou um mero e humilde discípulo de seus ensinamentos e crenças, vivia ocupada, sem tempo até para dormir devido a suas atividades e popularidade. Um dia uma Senhora curiosa perguntou: “Tia Neiva como a Senhora faz para rezar se a senhora não para nunca, não tem tempo para nada?”  “Tia Neiva, olhou para esse senhora, e disse: “Realmente não tenho tempo para rezar, por isso fiz da minha vida uma oração”.  Quem cumpre com suas obrigações, quem tem sua consciência tranquila, tem tempo até para um sono tranqui0lo, sereno do dever cumprido. Fazer o bem, exercitar o perdão, a tolerância, é estar em harmonia com o Ser superior, é estar em “estado de oração”.  Por isso eu tenho todo tempo do mundo e por consequência tenho muita vida para viver.

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A vida é apenas uma passagem

Benjamin Disraeli (1804 - 1881) foi um político e escritor britânico. Foi Primeiro-Ministro do Reino Unido duas vezes disse: “A vida é muito curta para ser pequena”. Mas o que fazer para não “apequenar “nossa vida. A maior formula é dando sentido a nossa existência. A espiritualidade ou religiosidade é uma das maneiras de fazê-lo. A religiosidade, não necessariamente a religião. Religiosidade que se manifesta como convivência, fraternidade, partilha, agradecimento, homenagem a uma vida que explode de beleza. Isso não significa viver sem dificuldades, problemas, atribulações. Mas, sim, que, apesar disso tudo, vale a pena viver. Falamos nestes dias que a vida anda, o tempo passa e nós ficamos a olhar para a vaidade, orgulho, soberba, ciúmes, ódio, rancor e acima de tudo dinheiro. E, por falar em dinheiro é bom lembrar e relembrar este ensinamento de Dalai Lama, budista Tiberiano, que possui o título que indica elevado nível de realização espiritual e autoridade para ensinar conhecimentos dizia:” Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer ... e morrem como se nunca tivessem vivido.” Esta afirmação nos leva a uma dura e verdadeira realidade. Vivemos mais para os bens materiais do que para o espiritual. Não temos tempo para nos aprimorar, crescer internamente, expandindo e avançando no plano espiritual. Espiritualidade é para quem busca entendimento, pois a vida não se prende apenas a um espaço de tempo, mas sim se estende para a eternidade mudando apenas de plano e de nome. A vida é apenas uma passagem onde os bens materiais não irã na bagagem.

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25|05|16

DAR PARA RECEBER

Estamos vivendo um momento preocupante! Estamos perdendo o senso de valores. Valores éticos e morais. Estamos nos afastando das pessoas, da alegria, do convívio e estamos entrando no mundo do abstrato e do individualismo. Estamos no singular, nos afastamos do nós, do plural. Homens com valores equivocados em busca de vantagens. Estamos perdendo o rumo. Perdemos até as referências de preços. As diferenças são tantas, de um estabelecimento para o outro, que não se sabe o que é o certo. Se é barato, talvez o preço justo, logo se pensa que não presta, é falsificado. Se é caro ou é ganância, ou é bom. Tudo se confunde quando não se generaliza. Vivemos a síndrome do faz de conta. Faz de conta que estou bem, faz de conta que sou feliz, faz de conta que vai melhorar, faz de conta que acredito, que tenho fé. E, com isso mergulhamos num buraco escuro que nos leva facilmente a depressão e todo e qualquer doença congênere. A angustia, a ansiedade, dúvida, medo, nervosismo são ingredientes que se somam em nossos meio, em nosso cotidiano. Muitos procuram templos, religiões, seitas em busca de algum conforto. Conforto que às vezes custa caro. Preferimos procurar o médico quando estamos doentes, com dor, sofrendo quando, na realidade, poderíamos nos cuidar mais, nos amar mais. O prazer momentâneo como cigarro, álcool sem falar na extensa ramificação de drogas licitas e ilícito é um caminho fácil de trilhar. Deviríamos procurara Deus no momento alegres, de paz, de tranquilidade agradecendo as benesses que nos dá no dia-a-dia. Mas o procuramos somente para pedir quando não prometer algo em troca. Deus nos deu o livre arbítrio e nos deu, também, uma consciência que nos diz o que é certo ou errado. Dar para receber esta é a verdadeira moeda da troca. Buscamos, às vezes nos outros, o que está dentro de nós mesmos. Vejam se tirássemos o D e o S da palavra Deus, fica eu. Eu posso, eu consigo, eu sou capaz, eu faço por merecer esta é a chave de tudo.

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O Poder do pensamento positivo

Impressionante como as livrarias precisam abrir mais espaço para as enxurradas de livros classificados sob a categoria autoajuda.  Tudo isso para as pessoas entenderem que a solução dos nossos problemas está dentro de nós. O ser humano utiliza apenas uma pequena percentagem da sua capacidade mental, o que prova que pouco conhecemos a respeito de nós mesmos. É a falta de autoconhecimento e a perda total do controlo sobre os pensamentos que são os principais responsáveis pela depressão, tensões, doenças físicas e psicológicas. O maior sucesso de vendas da literatura de autoajuda até hoje registrado no Brasil, obviamente ainda não guardava a classificação autoajuda, foi O poder do pensamento positivo (1952), Norman Vincent Peale (1898-1993), foi um dos pastores mais influentes do século XX. Ele publicou 46 livros, incluindo best-sellers como O Poder do Pensamento Positivo, A Nova Arte de Viver, Como Confiar em Si e Viver Melhor A Verdadeira Alegria da Vida Positiva. Os seus sermões transmitidos pelo rádio e o seus escritos alcançaram milhões de pessoas nos EUA. O livro vendeu 20 milhões de cópias em todo o mundo. Para quem está procurando um guia para o seu aperfeiçoamento pessoal com base na fé, este livro é, na verdade, a Bíblia. É um dos primeiros livros de autoajuda contemporâneos, que ensina como você pode superar qualquer obstáculo, interno ou externo, através da combinação dinâmica da “ciência da fé” com o aconselhamento psicológico e a medicina moderna. Ele ensina você a eliminar os pensamentos negativos que causam medo e fracasso e substituí-los pelo “poder do pensamento positivo”. Através deste livro de leitura muito agradável, Peale ensina aos leitores como resolver problemas e aceitar as próprias limitações. Ele defende o uso do Novo Testamento e da oração para alcançar a paz, felicidade, amor e sucesso. A questão é que você precisa seguir a fé cristã para tirar o máximo proveito dos ensinamentos do autor. Mas saiba: este best-seller clássico é mais do que um livro de autoajuda aprazível e com tons religiosos. Ele é um ícone cultural, repleto de exemplos práticos de pessoas que experimentaram grandes vitórias na sua jornada espiritual. Caso você queira também entrar nessa jornada, Peale pode certamente mostrar o caminho a seguir. Na verdade, muitos dos best-sellers de desenvolvimento pessoal dos dias de hoje tem as suas raízes neste livro. Mas entenda por mais que você leia, pesquise, os nossos problemas estão conosco inclusive a solução.

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Fim da vida

Estamos sempre em busca de alguma coisa. Alguma coisa fruto do que pensamos ser a nossa satisfação, a nossa felicidade. Quando eu tiver 18 anos eu vou ser livre e feliz; quando eu comprar um carro vou me completar e ser feliz; quando eu tiver minha casa vou me realizar e ser feliz; quando eu for promovido... quando eu casar... quando eu tiver meu filho... e assim por diante. Estamos sempre buscando algo para nos satisfazer e nos fazer feliz. Só que as conquistas chegam, as decepções também e o tempo vai passando. O tempo é implacável, não para e não espera. Como se estivéssemos num trem, lá fora passa a paisagem, passa vida, tão de pressa que nem percebemos. Pensamos sempre no amanhã, aguardamos ansiosos o futuro. Imaginamos, que nas estações da vida ao desembarcarmos haverá, bandas a tocar e bandeiras a acenar. E achamos que quando chegarmos a estação idealizada, todos os nossos sonhos irão se concretizar. Na realidade a estação que me refiro é o fim da linha e lá, salvo melhor juízo, existe dor, talvez esquecimento e solidão quem sabe. É o ditado de sempre: “nosso fim é repleto de dor para quem vai e para quem fica.”  Se passamos a vida querendo sempre mais, planejando, sonhando chegamos no fim, ainda querendo continuar.
Por isso devemos parar de contar os quilômetros, a idade, o caminho percorrido. Vamos apreciar a viagem, curtir mais, o que vemos todos os dias, flores, paisagens, crianças, nadar no rio, tomar sorvete, olhar o pôr do sol, rir mais e chorar menos. Porque uma coisa é certa, a última estação chegara querendo ou não. E, nesse dia tarde demais, talvez, percebemos que o que valeu a pena foi a viagem, a paisagem, os contatos, a vivencia. Quando o trem parar não importa tantas conquistas, tanto poder material tudo se resume na riqueza interior, no bem que se fez e não no que se desejou.

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Era uma vez...

Assim começava e assim começam as histórias dedicadas as crianças. Existe, por exemplo, mais de mil versões diferentes da história da Cinderela? E que sempre há um ajudante mágico para auxiliar o herói dos contos de fadas? Sempre começam com a célebre frase: era uma vez. Quando nos debruçarmos na janela do tempo e remetermos nosso pensamento ao passado, na nossa infância ou na juventude encontramos lá vários momentos, fatos e acontecimentos que não se repetirão jamais e, que certamente, caberia sua narração, com a frase: era uma vez... em que as pessoas, as famílias, dividiam até sua alimentação, fruto de seu trabalho com o vizinho. Lembro que onde morava, mesmo não tendo geladeira, na época chamada de “frigidaire”, dia menos dia tinha, em nossa casa, carne fresquinha ou quem sabe pão novinho saído a momentos do forno. O vizinho abatia um “porco” e um pedacinho ia para os vizinhos mais próximos, geralmente era um pedacinho de costela. Costela frita com polenta era uma festa. Quando nós matávamos um “porco” éramos encarregados para levar um pedacinho para o vizinho, retribuímos a gentileza. No abate de um “porco” quatro vizinhos eram contemplados. E, assim tínhamos carne, praticamente, todas as semanas. O pão era a mesma coisa, geralmente, entregávamos 4 pães para quatro vizinhos. Na semana seguinte éramos retribuídos. Essa troca de gentilezas uniam as famílias na alegria, na tristeza e na alimentação. Esse legado nos enriqueceu e nos fez exercitar a “partilha”. Hoje mal e mal conhecemos o vizinho que mora no nosso lado, em apartamentos onde a distância são metros. Imagine na colônia, na roça, o vizinho mais próximo ficava a quilômetros. Todos nós nos conhecíamos pelo nome, hoje muito embora impere o apelido, não nos conhecemos, muito menos nos cumprimentamos. “Lá vem o saudosismo” comentou estes dias uma pessoa que nem sequer imagina o que representava essa parceria que mais tarde denominou-se espírito comunitário. Que bom que temos o que lembrar, de como nós éramos e como gostaríamos que a sociedade fosse hoje. Pertenço a uma geração que leva consigo estas recordações, esse afago, respeito e amizade com os que nos cercam. Um tempo que vai longe. Um tempo que podemos dizer assim: era uma vez.

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20|05|16

Pagando Promessa com festa

Nas minhas e idas e voltas ao nordeste participei de uma festa estranha para minhas convicções religiosas. Trata-se do pagamento de promessas atribuídas ao Santo de origem portuguesa São Gonçalo do Amarante. A devoção ao Santo que é caracterizado em sua imagem, portanto uma viola, tem lá suas histórias. Logo foi intitulado como o padroeiro dos violeiros quando em sua concepção portuguesa era santo invocado como padroeira das mulheres que desejam um bom casamento. Inclusive diz uma lenda, que a mulher que tocar no tumulo de São Gonçalves do Amarante, em Portugal, terá o casamento garantido, dentro de um ano. As histórias sobre o santo, algumas se confundem com o folclore popular, mas o certo é que toda pessoa que fizer uma promessa ao Santo, e for atendida, terá que pagar esse feito promovendo uma festa. Uma festa que geralmente dura 3 dias e 3 noites. Uma festa com comida, bebida, música e dança. A festa que participei foram abatidos 10 cabritos, 4 suínos, um boi e inúmeras galinhas. Carne assada, feijão, arroz, salada perfazem o cardápio. Os participantes se revezam, os músicos se revezam, as cozinheiras se revezam mas a festa continua. A casa é aberta a todos que ali chegam. Colchões são espalhados em todos os compartimentos da casa, com isso a qualquer hora tem gente dançando, comendo ou dormindo. A Imagem do Santo geralmente fica num improvisado altar em frente à casa e fica ladeado por senhoras mais velhas, como guardiães do Santo. A dança é sempre a mesma e com o mesmo ritmo. A dança é em uma coreografia em roda e os pares batem, durante a dança, um dos pés no chão. A Senhora que recebeu as graças do Santo tinha um “Quisto” no ovário e fez a promessa ao Santo e foi atendida -  o quisto sumiu.  A beneficiada pelo Santo mostrava as duas radiografias, o antes e o depois. Faço este relato por que nem tudo ou nem todas as promessas são de sacrifício, cansaço e dor. A cultura dos povos é algo impressionante. Não se paga promessa sacrificando nosso corpo, mas sim de múltiplas formas que pode ser, também, de festa desde que respeitosas e conscientes e desculpes os incrédulos, mas promessa a esse Santo eu, também, gostaria de pagar

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19|05|16

Lambedor

Nas minhas idas e voltas para o nordeste, conheci um lugarejo chamado de Lambedor, pertencente ao Distrito de Jutaí, no município de Lagoa Grande no sertão pernambucano. O nome Lambedor me chamou atenção e, levado pela curiosidade, não me contive e perguntei a uma velha senhora que estava andando pela estrada poeirenta da localidade. Qual o significado de Lambedor?  A resposta foi rápida, soube depois, que era uma pergunta que todo e qualquer forasteiro fazia. A resposta estava na ponta da língua. Lambedor, responde a velha e simpática senhora. É por que o escasso gado lambe a terra com a esperança de achar água. Como a saliva molha a terra o gado imagina que ali tem água. Quanto mais lambe mais se engana. Com isso o gado acaba morrendo mais sedo do que normalmente morreria já que o desperdício da saliva torna a boca seca e a sede aumenta. Isso nos faz lembrar as pessoas, algumas que nos rodeiam, que  acreditamos, embora já estarmos avisados, teimosamente, continuamos acreditando. Ao longo de nossa vida, conhecemos muitas pessoas falsas, isto é um sinal para que quando encontramos as verdadeiras, saibamos dar valor e dar graças por elas existirem... Falsidade só leva a discórdia e desconfiança, e a verdade somente a paz, harmonia e crescimento. Assim é o gado, desse longínquo lugar para saciar sua sede se engana, enquanto alguns seres humanos se enganam para saciar a vaidade. Por outro lado estamos rodeados de lambedores que para alcançarem seus objetivos nos bajulam ( nos lambem).

 

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18|05|16

O que é velhice?

 Nestes dias participava de uma reunião com jovens. Todos ávidos para que suas ideias e propostas recebessem aprovação. Uns falavam alto, outros gesticulavam todos querendo ser ouvidos e suas ideias aprovadas e aceitas. Um amigo que assistia a reunião interferiu dizendo: Que bom ser velho!  Essa interferência deixou todo mundo em silêncio.  Ele, então, repetiu é bom ser velho porque não precisamos mais aprender certas coisas. Esse meu amigo se referia, entendo eu, a célebre frase de Platão que diz:

 "Devemos aprender durante toda a vida, sem imaginar que a sabedoria vem com a velhice." 

 Nisso tudo lembrei de um escrito de Paulo Coelho que narra um fato interessante que a muito tempo li e guardei.“Ana Cintra conta que seu filho pequeno – com a curiosidade de quem ouviu uma nova palavra, mas ainda não entendeu seu significado – perguntou-lhe:Mamãe, o que é velhice?

Na fração de um segundo antes da resposta, Ana fez uma verdadeira viagem ao passado. Lembrou-se dos momentos de luta, das dificuldades, das decepções. Sentiu todo peso da idade e da responsabilidade em seus ombros.

Tornou a olhar para o filho que, sorrindo, aguardava uma resposta.Olhe para meu rosto, filho, disse ela. Isso é a velhice.E imaginou o garoto vendo as rugas, e a tristeza em seus olhos.Qual não foi sua surpresa quando, depois de alguns instantes, o menino responde: Mamãe! Como a velhice é bonita!

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17|05|16

Deixa assim solidão

Mário Quintana este gaúcho que nos orgulha, não somente pelos seus poemas que deixou, mas também pela concepção de vida que nos ensinou. Ele diz que “com o tempo, não vamos ficar sozinhos apenas pelos que se foram: vamos ficando sozinhos uns dos outros”.

Temos que vencer a solidão não somente no começo da vida, quando ultrapassamos uma barreira e somos amparado por uma mãe, mas também quando chegamos ao fim dela e somos desamparados pelos que nos rodeiam.

Acostumados a andar em bandos, somos aos poucos renegados a andar em pares, quando por fim caminhamos sozinhos.  E o pior de tudo: perder a liberdade, pois como diz Clarice Lispector, “quem ama a solidão não ama a liberdade”. Não concordo muito com isso, pois uma solidão comedida e, não fruto de abandono ou de depressão, é um momento importante para nos encontrarmos. As vezes é bom estarmos só, oportunidade para uma profunda reflexão do que fomos, do que somos e do que almejamos.

Viver em meio a muitos pode ser um refúgio. Medo de viver com poucos.

Medo de nós mesmos. Clarice Lispector esta premiada escritora e jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira — declarava, quanto à sua brasilidade, ser pernambucana de alma e coração.  Em seus romances, contos e ensaios dizia o que muitos de nós gostaríamos de dizer:

”...que minha solidão me sirva de companhia, que eu tenha a coragem de me enfrentar. Que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.”

Mas cá pra nós é válido lembrar, também, que não vale a penas se prender nos que se foram ou nos que já nos deixaram, afinal é bom as vezes conversar com o silêncio e não ter receio de deixar de lado, se necessário for, até mesmo a própria solidão.

 

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16|05|16

 

Mais ou menos.

Não podemos e não devemos ser por fora uma coisa e por dentro outra. Mostra-se ás vezes, até por conveniência, ser uma coisa por fora e por dentro se é completamente diferente. Deus em sua extraordinária sabedoria não olha o ser humano por fora, mas sim pelo que pensa e pela sua verdadeira intenção. Um ditado antigo diz:

” Há muitos lobos com pele de cordeiro” .

Há muitos que pensam que são sem nunca terem sido. Os bônus das boas ações se refletem no dia-a-dia. O nosso comportamento é uma prova disso. Penso que se algo não vai bem em nossa vida é por que algo está errado ou estamos fazendo errado. A lei da ação e reação se aplica neste caso.  Somos fruto do que pensamos e fazemos. A riqueza interior reflete nos detalhes, mesmo que a gente não queira. Ser uma coisa e demonstrar outra, isso nos faz lembrar o que Chico Xavier nos ensinou nos tais seres: “mais ou menos” .

“A  gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. 
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. 
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos... 
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum... 
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. 
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.”

 Eu particularmente estou cheio de amigos, colegas, companheiros “mais ou menos “,  que demonstram ser uma coisa e na verdade são outra. Que não se entregam no que fazem, que não fazem com amor, que se deixam levar pelas aparências. “ Às vezes temos vergonha de fazer o bem. Nosso sentimento de culpa tenta nos dizer que, quando agimos com generosidade, estamos mesmo é tentando impressionar os outros, "subornar" Deus etc., parece difícil aceitar quando a nossa natureza é essencialmente boa, cobrimos os gestos bons com ironia e descaso como se o amor fosse sinônimo de fraqueza." (MAKTUB) Por isso muitos se enganam a si mesmo e se tornam seres  “maios ou menos.”

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15|05|16

 

Meu Deus ! Meu Deus !

Viajavam um brasileiro e um americano, numa viagem aérea, sentados lado a lado, muito embora as dificuldades no linguajar, se entendiam perfeitamente. Conversa vai, conversa vem, o brasileiro perguntou para o americano: O senhor acredita em Deus?  O americano sem pensar duas vezes disse: Claro que não! Não acredito em coisas abstratas, só acredito no que vejo. Acreditar no abstrato é coisa de pessoas subdesenvolvidas. O brasileiro ficou mudo perante a resposta contundente do americano. Lá pelas tantas, o avião começou a sacudir e o pavor, agitação tomou conta de todos os passageiros. Em meio à turbulência o americano se agarrou no banco e começou a gritar: My God! My God! Isto é Meu Deus! Meu Deus! Passado o susto, a calma voltou a reinar na aeronave e todos estavam se recompondo , quando o brasileiro se dirigiu ao americano: O senhor falou que não acreditava em Deus, mas ficou gritando Meus Deus! Meu Deus! O americano ainda assustado disse: Meu amigo numa hora dessas, acredito em tudo o que vejo e o que não vejo. Moral da história muitas pessoas só se lembram de Deus nas horas ruins, nas horas difíceis. Nisso tudo, lembro o meu Mestre que, numa oportunidade, comentou que muitas pessoas só procuram o templo quando estão mal, numa situação difícil, seja financeira ou de saúde. O bom seria que essas pessoas só chegassem no templo quando melhorassem do mal que os atinge. Só assim poderiam ser úteis a Deus e aos seus semelhantes. Deus está presente em todos os momentos de nossa vida e procurar o templo, rezar ou agradecer em tempo bom, numa situação financeira ou de saúde ótima seria, no meu entender e do meu Mestre, mais benefíco do que só se lembrar Dele na tempestade, nos momentos ruins.

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O amor é mais falado do que vivido

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman diz:  “Vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia. Filosoficamente a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.” Em um tempo de Facebook, Twitter, whatsapp aproxima as pessoas ao mesmo tempo as distancia, “se não me agradou uma postagem deleto, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio.” Estamos perdendo as relações afetivas, perde-se a conversa que possibilita a harmonia, o entendimento, perdem-se as relações, o toque, o abraço, o riso. Tudo é distante. Os sentimentos declarados e jurados, nas redes sociais, podem ser falsos, mentirosos, pois não existe o “olho no olho”. Diz um velho ditado popular: “Quem namora mulher distante ou engana ou é enganado.” Mas mais grave que isso é o isolamento  em que as pessoas acabam entrando. Distanciando-se e transformando a vida num faz de conta. O sociólogo Zygmunt Bauman tem razão, falamos tanto de amor, que esquecemos até mesmo do seu real significado. Mas o vivemos pouco ou quase nada. É bonito e é moda falar no amor, nos seus desdobramentos, nas consequências de um ato de amor verdadeiro. Mas esquece-se de viver o que se diz, o que se fala.O egoísmo do ser, do querer supera o sentimento de amor, que se fragiliza perante o desconforto do dia-a-dia. Somos tão acomodados com o amor que até parece que ele existe por si só. O amor, o verdadeiro, se cuida, se rega como se uma flor fosse. Para se ter uma ideia, deste raciocínio, alguns para decantar o amor que possuem decoram palavras, como se orações fossem. O triste é que não vivemos o que falamos e , talvez, não tenhamos tempo para viver. Como diz Zygmunt Bauman: “Vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido...” Um tempo que rapidamente se perde, se consome.

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Quanto custa a fidelidade?

A história nos conta que por um ideal, por seguir uma causa ou por uma glória efêmera, muitos sacrificam de bom grado a vida. Qual seria, então, o preço da fidelidade?

“ Fidelidade é o termo com origem no latim Fidelis,

que significa uma atitude de quem é fiel,

de quem tem compromisso com aquilo que assume.

É uma característica daquele que é leal,

que é confiável, honesto e verdadeiro.”

 Portanto, para ser fiel tem que ter determinadas características e, até mesmo, história que comprove. Não basta ser, é preciso, também, parecer. Quem serve com lealdade, muito embora eventuais recompensas, tem em sua frente um caminho estreito e pedregoso, que muitas vezes culmina com dor, mágoas e esquecimento. Em todos os tempos, homens e mulheres leais estiveram dispostos a seguir os passos de seu ídolo, sacrificando, se preciso fosse, a própria família, filhos e por consequência a vida. Muitos, destes ídolos, pensam que um salário, comparado com tantos, pagam a lealdade, a fidelidade.  Nos tempos atuais os fiéis “escudeiros” estão em extinção os “ pseudos “  viraram mercadoria de fácil troca ou de fácil compra. Me dizia um Mestre, nestes dias, Lealdade não tem preço. Concordo, não há dinheiro que pague, por melhor que seja remunerado. Também, não há dor maior que o descaso e a ingratidão. A lealdade, a consciência do dever cumprido, a honestidade dos atos e a verdadeira dedicação são valorizados em planos superiores e não na terra. Valores éticos e morais estão se extinguindo. A gloria, que enfatizamos no início deste comentário está no interior de nosso ser. Diz um pensamento oriental:  

” As grandes vitórias, as vezes, não as conseguimos em campos majestosos.

 As grandes vitórias as conseguimos dentro de nós mesmos”. Essa consciência do dever cumprido nos elava e nos faz ver, sentir o verdadeiro pagamento recebido pela tempo e dedicação consumida por aquilo que queremos e acreditamos.

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1205|16

 

O fardo que carregamos!

Me dizia um mestre nestes dias.

 “ O fardo que levas em teus ombros não te pertence.

Fiquei intrigado com essa afirmação. Fiz uma reflexão e cheguei a uma conclusão simples. Cada um de nós tem lá seu problemas e até mesmo seus devaneios. Mas parte de nossas angústias são de outros, alguns que vivem perto da gente. Dores, mágoas, sofrimentos dos mais próximos acabam interferindo em nossa vida. Sem querer acabamos sofrendo juntos, as vezes até mais, de quem realmente está passando por um mau momento. Sofremos pelos filhos, pelos pais, pelos amigos, e por aqueles que nos cercam. Impressionante como muitas vezes a vida passa do lado de fora e não percebemos. Perdemos momentos importantes, de alegria e de felicidade, e o motivo é o lugar comum, além de carregarmos fardos que não são nossos, ainda nos preocupamos com o trabalho, dinheiro e conquistas materiais. Mas tem momentos que paramos um pouco e em nosso interior encontramos um sentido, um rumo que antes estava debaixo do túnel. Atrás da janela, olhamos vidas e lugares passarem, mas a nossa é o que importa. A beleza de lá fora nos desperta a vontade de não ficarmos mais parados no tempo, precisamos estar em movimento. Precisamos nos reconciliarmos conosco e entendermos que para ajudar alguém, próximo ou não, precisamos ser fortes e, sermos fortes, não podemos enfraquecer sofrendo com a dor de quem da gente precisa .

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Contra X a favor

 

Vivemos o momento do contra e do a favor. “Se você não pensa como eu, então é contra mim.” Vivemos um momento ímpar na história brasileira. Ou você está de um lado ou está do outro, é a briga do preto com o branco, do feio com o bonito. O  “e” foi substituído pelo “ou”, eu  ando de carro “ou” a pé. Deveria ser:  eu ando a pé "e" de carro. As duas coisas não é  possível. A sociedade se dividiu.  As convicções foram por terra. A convivência tende a piorar cada vez mais. O respeito pela opinião do outro, dos que  pensam diferente, se distância do bom senso. As opções são duas: você é ou não é ! O pior, o diálogo virou agressão e neste campo a criatividade é grande. Vale tudo cuspir, dar ponta pé, puxar o cabelo e rolar no chão. “A tua liberdade termina quando começa a minha “. O ditado é utilizado em nossa sociedade. Utilizado mas não respeitado e muito menos cumprido. Respeitar as opiniões dos outros, gostos, cores e amores, se tornou uma afronta aos que pensam diferente. Ouvi quando iniciei meus estudos e, nunca mais esqueci:

“Podemos divergir nas ideias, mas convergir nos interesses”.

 Neste caso o interesse, às vezes, é particular. O particular se sobrepõe aos interesses coletivos. E assim as coisas andam, seriedade pouca, malandragem muita. Me dizia um amigo ao analisar o quadro que vivemos:

“ Todo mundo preocupado com a escada e o incêndio é no Porão “

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A vibração e a crise brasileira

   A Crise que o Brasil vive, econômica, política e moral acaba atingindo em sua plenitude o íntimo do ser humano. Esta situação lamentável em que vivemos acabou atingindo o humor das pessoas e por consequência as energias que exalamos. É possível sentir a onda negativa   que vibra entre nós. As pessoas vivem apreensivas e em qualquer lugar que estejam o assunto é a crise, a corrupção, o roubo. O diálogo entre as pessoas é a crise, nos jornais, no rádio, na televisão o assunto, a pauta é a crise. A alegria, as celebrações passam a ter em seu envolto a tristeza até mesmo nos gestos, nos abraços. O Sonho, a esperança ficam presas no talvez, no quem sabe, no será? A dúvida instala seu marco nas pessoas e nas suas decisões. A angústia, a expectativa, a ansiedade vão se avolumando como uma bola de neve jogada na ribanceira do tempo. Esse quadro de apreensão que vive o povo brasileiro é um ingrediente para atrair a raiva, o ódio, o desencanto que conduz a depressão, doença da moda com consequências devastadoras. O que move a indústria farmacêutica nos Estados Unidos, por exemplo, são os medicamentos para depressão. É bem possível que a margem de vendas possa superar os setores de fast-food ou refrigerantes. No Brasil, por consequência ou não da crise, o certo é que tem aumento o uso de medicamentos antidepressivos. O mal do momento em que vivemos atingi o emocional das pessoas tirando-lhe o brilho da vida, a coragem de enfrentar os obstáculos que surgem no cotidiano. O desanimo, a dor, o desprezo, o ódio, o rancor começam a penetrar no íntimo dos indivíduos, a mentalização, a vibração disso tudo direta e indiretamente vem destruindo os sonhos, a alegria e a vontade de viver.

 

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09|05|16

A crise segundo "Einstein"

Quanto maior as dificuldades maior a capacidade e criatividade é exigida para superar as dificuldades do cotiadiano. Até porque a palavra crise, tirando-se o "S" fica crie. Por outro lado a palavra grega “krísis” era usada pelos médicos antigos com um sentido particular. Quando o doente, depois de medicado, entrava em crise, era sinal de que haveria um desfecho: a cura ou a morte. Crise significa separação, decisão, definição ou seja supera as dificuldade ou é engolido por ela. Alberto Einstein físico e matemático e até hoje é conhecido pela sua genialidade, com sua teoria da relatividade que mudou o pensamento da humanidade a respeito do tempo e espera. Neste aspecto existe uma teoria que diz que a crise é o espaço que antecede a bonança. Nascido na Alemanha no ano de 1879, Aberto Einstein ao longo de sua vida estudou e desenvolveu teorias e práticas que perduram até hoje. Sobre crise dizia: 

 “Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar 'superado’. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la"

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08|05|16

Natal Preto & Branco

 

Recordo que quando garoto, morando no interior, em São Miguel, distrito de São Pedro, hoje

 Caminhos de Pedra (Bento Gonçalves _RS) tinha um vizinho, chamado Augusto, que sempre

 me dizia “vai chegar uma época que vamos ver dentro do Rádio os ‘homenzinhos" falando’”

. Isso me intrigava e me fazia sonhar. Esse meu vizinho, muito embora não dissesse , também

 sonhava. Eu ficava imaginar como seria ver os “homenzinhos” dentro do Rádio. Quando saiu o

 aparelho de televisão, esse meu vizinho foi um dos primeiros a adquirir e eu passei a ir todas

 as noites na casa dele assistir os "homenzinhos dentro do Rádio falando" . Meus programas

 favoritos eram o Zorro e o Vigilante Rodoviário, o primeiro seriado genuinamente brasileiro e

 que também trouxe o primeiro herói nacional em 1961, graças à dupla Ary Fernandes e

 Alfredo Palácios. Eu era tão fascinado pela televisão que brincava sonhando com ela nas

 minhas tardes folgadas . Construí uma antena de madeira, igual a do meu vizinho, pintei de

alumínio e, coloque no topo de uma árvore, com isso as pessoas passaram a pensar que

 tínhamos televisão, tal a perfeição da minha antena de brinquedo. Somente uns 10 anos

 depois é que milha família adquiriu um aparelho de televisão. Como tudo era branco e preto,

 o meu Papai Noel também era. Por isso, talvez, o natal não me é tão colorido como poderia

 ser, é cinzento, desbotado e um tanto triste. Desta forma, aprendi desde cedo a sonhar com

 um mundo colorido, muito embora a realidade fosse branco e preto. Tenho em minhas

 recordações momentos ímpares de uma infância onde o sonho e a fantasia faziam com que

 esquecêssemos a dura e triste realidade. O que nos consolava era que Jesus, pelo

 conhecimento que tínhamos, era mais pobre que a gente

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Natal uma afronta, um deboche !

 

Quando criança eu me preparava para receber Jesus, que vinha trazer presentes. Lembro que colocava pasto e água para o animal que transportava Jesus, o “burrico”.  Era um momento de reflexão, de união e de muita oração. Jesus era lembrado de uma forma encantadora que nos seduzia través das histórias que contavam. Na velha e legendária igrejinha, construída em 1912, na localidade de São Miguel, onde passei minha infância ficava esperando o dia que as zeladoras montavam o “presépio”. Ficava ali contemplando as ovelhas, os animais, as pedras construídas de papel pardo, as barbas das árvores que nós moleques, escalávamos as árvores a procura, num ritual repleto de brincadeiras. Isso tudo pertence ao passado. Com o tempo começamos adquirir mais conhecimentos e nos inteirar melhor da história, por exemplo; Jesus nasceu em Nazaré, vilarejo  da Galileia que  é uma região situada ao norte de Israel. A Galileia, segundo registros, possuía um solo fértil propício a agricultura. Os planaltos são frescos, a costa marítima usufrui uma temperatura amena e o vale do Jordão é quente. Como então o natal que retrata o nascimento de Jesus possui neve ? As decorações, as árvores possuem neve se aonde Jesus nasceu e viveu nunca caiu  neve. Essa distorção, que retrata uma propaganda enganosa nasceu pelos marqueteiros europeus. Portanto é uma farsa, uma invenção, uma mentira. Outro fato distorcido é o caso dos Mercadores. A Bíblia possui várias passagens onde Jesus condena e até expulsou os comerciantes ambulantes   ao chegar ao Templo de Jerusalém. Os ambulantes em grande quantidade vendiam  bois,  carneiros e pombos.  Jesus, segundo a própria Bíblia, tomou um chicote e expulsou os comerciantes daquele local considerado sagrado. Este episódio evidência a atitude de Jesus, pela sua agressividade, “demonstrava o zelo pela casa do Senhor”. Como que o Natal, data sagrada das questões virou comercio, uma afronta ao que Jesus pensava. Misturar o nascimento de Jesus e transformá-lo numa promoção para vender, comercializar, não resta dúvida que é misturar o  sagrado com o comércio. Festa, comemorações, integração da família em reflexão e oração virou uma troca de presentes e verdadeiros exageros em consumo de bebidas e comida. A oração e o sentimento religioso passa longe de muitas festas familiares. Enquanto se prega que Jesus nasceu numa manjedoura, numa estrebaria, comemora-se, essa humildade, com luzes, refletores, brilhos e alegorias caras, salvo melhor juízo, isso é uma afronta ou até mesmo uma deboche  ao ambiente e situação que Jesus veio ao mundo. São tantas aberrações criadas menosprezando a inteligência humana e transformando algo divino em algo ridículo. Jesus esta predestinado a sumir dos festejos natalinos dando lugar a Papai Noel que é mais citado, mais esperado, mais louvado e aclamado do que o protagonista Jesus do Nazaré.

  

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Fim do mundo

 

Li estes dias um artigo intitulado “As previsões do fim do mundo que não deram certo”. Este artigo me levou a uma reflexão. Algumas profecias diziam que o fim do mundo chegaria no ano 2000. Muitos não acreditaram, outros zombaram de tal informação ou previsão. Aliás, é típico das pessoas zombarem do desconhecido, dos mundos espirituais mesmo sem conhecer ou pelo menos saber o básico sobre o assunto. O homem em sua determinação doentia em busca de bens matérias se esqueceu do espiritual. Essa cultura se disseminou através do tempo.

O homem destruiu a natureza, poluiu os rios e o ar. Esqueceu das velhas e sadias práticas do companheirismo, do espírito comunitário e da solidariedade. A lei agora é cada um por si. Se fizermos uma reflexão rápida e sem alardes veremos que algo está chegando ao fim. Os pequenos mundos que fazem parte do  ser humano estão sendo decepados. Esquecem alguns, que o homem é um ser social e não consegue viver sozinho e, se todos os laços que o une ao seu semelhante forem rompidos o seu mundo, também, está sendo destruído.

O que dizem os incrédulos e os materialistas sobre as catástrofes que estão a toda hora atemorizando as pessoas? Enchentes, tempestades, tornados, tremores de terra o que vem a ser isso? Os cientistas concordam que o próprio homem é responsável por tudo isso? Será que alguém duvida disso? Quando rompemos os laços com o nossos semelhantes estamos com isso nos distanciando da solidariedade e do afeto. Essa separação é fertilizante  que acelera o  crescimento do  ódio, o rancor e da inveja. É o  mundo que está chegando ao fim. Quando destruímos a natureza, poluímos os rios e o ar estamos decretando o nosso próprio fim; estamos destruindo o nosso habitat. Quando se destrói a família, quando a educação é renegada a segundo plano,quando a vantagem, o ganho fácil e a falcatrua substituem o trabalho, estamos dando um fim ao respeito, a ética e oportunizando que homem adentre no campo da impunidade. Quando aprovamos determinadas aberrações no comportamento humano estamos caminhando para um mundo onde o homem e a mulher poderão ser discriminados. Vivemos a síndrome da evolução, da tecnologia da informática onde as individualidades, os sigilos poderão no futuro ser algo do passado. 

Deus é algo que virou comércio e é vendido como se fosse uma peça usada para fins financeiros. Muitos só se lembram dele quando o mal e a doença o abatem. Vivemos sim a melancolia do fim e do apocalipse. Vai chegar um tempo em que sobreviver será um ato heroico mas, como todos os heróis também sucumbem, teremos então o que, senão o fim. Afinal o Mundo, em sua definição mais simples é sinônimo de Planeta Terra oumesmo para quaisquer outros corpos celestes. O termo carrega consigo ainda um ponto de vista humano, como um lugar que poderia ser habitado por seres humanos pois possui ar, água, fogo e terra. A natureza, em seu sentido mais amplo, é equivalente ao "mundo natural" ou "universo físico". O termo "natureza" faz referência aos fenômenos do mundo físico, e também à vida em geral. Os fenômenos, que estão assustando o homem com sua intensidade e regularidade,  são o inicio, quem sabe, do fim do mundo que iniciou, segundo previsões, no ano de 2.000. Talvez daqui a um tempo seja criada uma manchete que ninguém ou poucos lerão. O fim do mundo chegou!  Não há o que fazer! Se isso acontecer, para onde nós, seres humanos, iremos para destruir outro planeta ? Ou nos recolheremos, segundo nossos merecimentos, no mundo espiritual de Deus Pai todo poderoso.

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